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Quem?
nunca fui blogueiro, mas acho essa história de blog bacana. Quando crescer quero parar de trabalhar.

Crônicas

O mistério da fábrica de salsichas

Coisa que jamais farei, por exemplo, é visitar uma fábrica de salsichas. Estas, que são meu alimento dioturno na preguiça dos fins de noite. Às vezes permeando um pão francês, outras compondo um molho rápido e não menos acintoso à saúde.

Fábricas de salsichas são como a cozinha daquele boteco na esquina da quinze de novembro, perto da Bovespa, no centro de São Paulo. Lá, onde afogo algumas manhãs de sábado em um litro de suco natural de goiaba, feito na hora, também é feito um salgado de presunto e queijo cuja origem deve permanecer no mistério. No oculto. Assim como a origem das salsichas. Para o bem de uma boa refeição. Do ponto de vista do prazer: este tenso inimigo da saúde humana.

Pois ao caminhar pela estação Barra Funda, que é um legítimo depositório de esquisitices — bem mais do que jamais poderia ser uma fábrica de salsichas —, encontro-me sempre com uma porção de pães de queijo. Lindos e rechonchudos, estão sempre macios e quentinhos. Passe a hora que passar, eles estarão ali, saborosos e resignados, sempre prontos para ceder a qualquer mordida.

Pergunto, eu, sobre a origem destas maravilhas? Jamais. Ainda mais porque em tempo algum presenciei alguém fazendo a reposição dos dito-cujos. Quer dizer, a menos que alguém negue com força, os pães de queijo chegam tão logo chegam as atendentes e ali permanecem até o fim da jornada. Macios, precisos e quentinhos.

Se a vingança é um prato que se come frio, a ignorância é um que se come de olhos vendados.

E nada acompanha melhor um chá gelado, à espera do trem ou do metrô na Barra Funda, que uma porção de dois reais — que traz contados dezesseis pães de queijo — de uma dúvida fugaz: será que são de hoje?

Crônicas

Web 3.0

Andei procurando um caderninho no qual anotei uns sites. Da época em que trabalhava num jornal do interior ainda. Não que o fato de o jornal ser do interior signifique lá alguma coisa, uma vez que eu também sou do interior; dá pra entender?

E outra, essa nomenclatura é deveras estranha. Na real, só o que não é interior é o litoral. E parece que dois terços da humanidade habita as zonas costeiras. Pelo menos era assim nas aulas de geografia.

Mas o caderninho. Nele eu anotava todos os sites bacanas que encontrava pela frente, por pura preguiça de salvar nos favoritos; exportar esses favoritos para um arquivo; enviar o arquivo por e-mail e atualizar o processo toda vez que encontrasse um site legal. E, no fim, ele supria minha necessidade de uma internet menos literal.

Eu, que sempre achei RSS coisa de nerd, até tentei apelar, mas sem muito êxito.

Mas eis que na procura pelo dito bloquinho encontrei uns recortes de jornal — na verdade o que chamei de caderninho era um amontoado de folhas para rascunho, cortadas em tamanho de bloco e presas na parte superior com cola bastão; um procedimento arcaico, sei. E nos tais recortes, encontrei um dos endereços que procurava: Insuggest.

Foi um dos sites que mais me impressionou na época (falo de algo em torno de três anos atrás). Funciona como as páginas amarelas da lista telefônica: um barato, mora?

O caderninho não achei mesmo, mas pelo Insuggest consigo achar o site que quiser a partir de um parecido.

No recorte de jornal estava:

Web 3.0? É realidade no buscador do site Insuggest. A fórmula é esquecer a navegação por palavras-chave e buscar por tags e contexto. O serviço indica, a partir de um endereço que você conheça, outros sites parecidos em toda a internet. Eis a web semântica! http://web.insuggest.com/

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Crônicas

Listas

Aberta a temporada de confecção de listas, sigo eu pensando se faço alguma dessa vez. Já tentei, confesso, mas nunca consigo chegar ao terceiro item.

Mas entrei nessa de listas, porque esses dias achei no fundo de uma mala um papelzinho dobrado assimetricamente — um acinte ao meu TOC — e peguei-o para jogar fora. Antes, li.

Era uma lista, dessas que se faz no limite do desespero, sobre coisas que têm que ser resolvidas para que a vida possa seguir curso. Pois bem. A vida tinha seguido curso e, antes de amassar o papelzinho risquei item a item que, há cerca de um ano atrás estavam em pendência.

Então pensei que, se a lista de coisas ficou lá, no fundo da mala, por um ano e isso foi tempo pra realizar as tarefas, eu devo estar apto para fazer o ritual da lista de ano novo. Separei papel e caneta para o dia, ao som de Roberto Carlos, elencar meus ’sim’ e ‘nãos’; meus ‘queros’ e ‘precisos’; meus ‘não devo mais’ ou ‘talvez deva’.

Fins de ano, ao menos a mim, são tempos graves.

Crônicas

2 Brahmas e 3 coxinhas

A esmerosa arte de sentar num boteco, desses sem grife, e tomar uma cerveja sozinho na companhia de uma coxinha de frango, exige um cálculo absolutamente preciso para que não se incorra em erros logísticos. E a coisa é assim mesmo, cheia de termos complexos e adjetivos com mais de três sílabas. Pro peão ficar esperto.

Pois veja a senhora, que se sentar à beira de um balcão de granito lavado semanalmente — quando muito esfregado com pano e água — e pedir uma Brahma e uma coxinha não é tão fácil. Mesmo se ao fundo puder observar as conversas mais sui generis de homens amarrotados de um dia fastidioso, e mulheres sentadas aos bandos em mesas rodeadas de cadeiras, falando mal do Gouveia, que xaveca todo mundo e, esses dias comeu a ascensorista. É uma arte, minha senhora.

Na primeira mordida da coxinha, que mesmo tendo sido pedida depois da cerveja, chega antes, você engole o seco da garganta e prepara para a ode do copo suado que se segue quase inexoravelmente de um ah! Note que a frase ao garçom é sempre ‘amigo: uma Brahma e uma coxinha’.

E então começa o processo em que, mordida após gole, ao final da coxinha restam 25% do conteúdo da garrafa. O que é muito para se beber sem comer nada e pouco para acompanhar outra coxinha. Então você pede outra coxinha, que fatalmente seca a garrafa e te deixa com uma porção do salgado na mão grande demais para uma última mordida.

Então pede outra cerveja.

Esta sim, acaba de vez com a coxinha e, numa batida de olho, te dá segurança para pedir mais um empanado de farinha com fiapos de frango — formato gota — sabendo que acabarão juntas, prazerosas como um júbilo orgástico de amor em cama de cetim.

Estratégico. É a conta da felicidade, por menos de quinze mangos.

Crônicas

Porque ainda não moramos na Dinamarca

Lendas e amigos que já viajaram para a Europa contam histórias pavorosas sobre ônibus sem cobradores, estações de trem sem catraca; coisas de ficção científica.

A ousadia é tanta, que há alguns anos um antigo chefe me contou após voltar de viagem ao interior da Alemanha, que presenciou o bizarro: havia uma feira, qual nossas feiras livres, com abobrinhas, espinafres e toda sorte de berries — coisa do hemisfério norte. Exceto por um detalhe não era uma cópia germânica das nossas quitandas itinerantes: a figura do feirante, esse capiau barrigudo, por vezes japonês, que pilota a balança caindo de ferrugem e escolhe o preço do maço de cheiro-verde de acordo com a cara do freguês, simplesmente inexistia.

Isso. Meu chefe chega de viagem da Europa com a história de que comprou frutas — certamente berries — numa feira à margem da estrada, onde tinha uma caixinha para que se deixasse o dinheiro da compra que o freguês, à la self-service, bem escolheu.

Agora, numa versão genuinamente brasileira, essa feira não teria a menor chance de existir. Se não por que somos um país de lânguidos esfomeados, então por que somos sujeitos sem ética ou a menor vergonha na cara.

Se são apenas os milhares de anos de história que nos afastam dos descendentes de Saxões e Celtas, tanto melhor. Pois então temos uma esperança de daqui a alguns milhões de anos podermos ver feiras à beira da Dutra ou na serra de Santos vendendo carambolas viçosas e, ao lado, uma caixinha intacta que guarda os quinhões de um agricultor qualquer.

Mas enquanto esse dia não chega, faço minhas pequenas tentativas de mudar esse paradigma rançoso da cultura patropi. Na rodoviária de São Paulo, numa tarde quente dessa primavera, parei para preencher meus dados no bilhete, como exige a nova regra. Nisso, chega uma moça que ia pegar o mesmo ônibus que eu e procura sem sucesso uma caneta pública, dessas presas por correntes. A única que encontrou estava sem a carga, que fora devidamente arrancada do lugar.

Estiquei, então, a minha caneta, sorri e caminhei para o ônibus, certo de que ela fosse entrar logo depois e me devolver a caneta. Sonho meu. Eu, que não quis que minha presença à espera da caneta apressasse e, talvez, constrangesse a mulher, saí confiante e sentei na poltrona da janela, de onde vi a mulher terminar calmamente o procedimento, guardar a caneta na bolsa e sentar-se como se estivesse na Dinamarca, onde tudo é de todos porque nada falta a ninguém.

Crônicas

Pague pra ver

Num bar meio vazio, ao redor das esquinas onde as princesas valem ouro, chega-se perguntando da Brahma como quem pergunta da saúde de um amigo em comum. Em troca, o sorriso do garçom — amigo imediato e sincero — responde que esse é o caminho que leva à garrafa mais gelada escondida no fundo do freezer pra um bom final de noite.

Existe um quadrilátero em São Paulo onde a felicidade não rima com sexo por menos de uma porção generosa de um salário mínimo. Se não for a abonar diretamente o ato, é a cortejar ou adular qualquer fêmea que se disponha a um papo menos brega. Por ali qualquer caminho leva à carteira.

A Jaqueline deixa claro — bem claro, digo — que ainda financia o par de tetas e não abre mão; não abre negociação alguma por menos de cent’cinqüenta. Ela pronuncia com trema, a despeito das novas convenções luso-tupiniquins. A despeito dos olhares que mergulham nos seus brinquedinhos novos.

Mas diversão também tem rimas pobres naquelas bandas. Pobres pra quem sente solidão e sabe que dinheiro seria a tônica, ora ou outra, ao lado das garotas com decotes pouco menos assertivos: vitrines de um produto que não tem preço fixo como os da Jaqueline. Ali, do lado de dentro do bar, onde o caderninho disputa espaço no granito barato do balcão com o prato do espetinho entre o copo e a garrafa âmbar, as chances são diminutas, porque a medida é o constrangimento dos olhares; o preço é a etiqueta que labela a roupa. Seja a marca da moda, seja o embuste do momento.

A cocota da meia desfiada abraça o maço de cigarros do topo do catálogo e bate o calcanhar no meio-fio enquanto a lei anti-fumo não cai em desuso. Aqui, neste boteco solitário, as pequenas têm cabelos curtos, falam grave e têm cílios que são cercas eletrificadas.

Crônicas

Chegou tarde

Eis que bate na minha alargada caixa de emails um título que me trouxe reminiscências. Lacônico, o título da mensagem eletrônica dizia “Desumidificador”.

Tem dez dias que me mudei para uma casa menor, aliás um quarto, ainda em São Paulo por desconhecer o produto da Cappoia — sim, abri a mensagem. O tal produto me foi oferecido através do email geral da redação, onde aterrisam zilhares de spams com toda sorte de ‘enlarge your penis’.

Eu vivia feliz numa casa no Butantã, vizinho de uma floresta amistosa e simpática; lar de matracas, sabiás, cururus e curupiras, até que uma cachoeira resolveu instalar-se na parede da sala. Pelo lado de dentro. Uma cachoeira tímida, que mais parecia uma película d’água a escorrer permanentemente pela tinta antimofo, antifungos, anti-higiênica, mas nunca; nunca antiágua.

O passar dos dias deu mais confiança à cahoeira, que se mostrava com fortes intenções de inundar minha sala, e ela então trouxe uma amiga que escorreu pelo teto da cozinha e pingou por dias no chão e no braço da poltrona que demarcava o cantinho do computador.

Sem solução aparente, senão a de derrubar a casa e reconstruir; e sem disposição para esperar no relento até que o proprietário se dispusesse a fazê-lo, me mudei. E hoje, apenas hoje, quando imagino que as cachoeiras já tenham predominado no ambiente em que vivi cenas impagáveis como a do sabonete Dove, que as senhoras tanto gostaram, me aparece um produto desses.

Sobre os comentários, aliás, os recebo mais verbalmente do que escritos neste despropositado blog.

E, caso queiram saber, o Desumidificador da tal Cappoia se diz capaz de salvar móveis, roupas e alimentos: tudo o que perdi pro mofo na inundação lenta, gradual, mas não menos perversa que abriguei em minha ex-casa.

Crônicas

Com ajuda dos FDP na Alemanha, vai dar Merkel

Angela Merkel colocou só a cabecinha no telão para o completo alvoroço dos alemães a bordo do salão térreo do Club Transtlântico, em São Paulo. Excitados com a reeleição da chanceler conservadora — democrata-cristã como o nosso Eimael —, fizeram daquele reduto nos confins do Brooklin, sua Berlim regada a toda sorte de cerveja, salsichão e loiras de 1,80m.

Cachaçando, os representantes de entidades ligadas aos partidos debatiam o novo futuro do país e as alianças do partido de Merkel com os FDP — Freedom Democratic Party —, que ficaram em 3º, mas vão ter maioria no parlamento.

O idioma local no Transatlântico era ignorado por menos de 1% dos presentes — mais os serviçais; um garçom inclusive elogiava longamente os feitos de Hitler que, segundo ele, possibilitou a cura para a diarréia.

Ao pé do ouvido, pelo fone da tradução simultânea, soube-se que os alemães conhecem apenas um adjetivo: “interessante”. Outros são miseravelmente gagos e ainda outros contorcem-se em discursoso longuíssimos em língua pátria, que significam frases curtas entrecortadas por “é”, em português.

Mas nem tudo eram flores no vestido da alemã mais brasileira que aportou no Club. Havia também uma fenda no decote e olhos azuis na pele morena, que mudavam o Norte de todo o salão por onde passava. As mulheres e alguns mancebos estranhamente não notavam, distraídos com o telão e os debates.

A democracia é mesmo uma festa. Sem ser obrigados, 8 em cada 10 alemães foram às urnas para um voto indireto e outro genérico — no partido —, num país onde presidente é um desconhecido e quem manda é o chanceler. Votar é uma arte, governar não é preciso. E vice-versa.

Crônicas

Mais em mim do que eu mesmo

Tentei lhe dizer, mas ainda não tinha vivido o bastante pra falar sua língua; a língua dos práticos.Tentei entender também o que me contou, com seu silêncio ou com as poucas palavras, que a vida me cobraria postura, que aquelas garotas não eram pra mim, que ter ou não videogame não me faria um garoto melhor.

Na verdade, tinha me cansado do elogio das professoras e o das mães dos meus amigos. Tinha me cansado de afagos no alto da cabeça. Sim, por que não sabia ainda do que você falava. Mas você se foi tão cedo. À sua hora, decerto, mas foi cedo demais pra um garoto prodígio. É, velho, os garotos prodígio pisam no futuro, nas projeções dos adultos, e se rebelam na hora errada pra viver as delícias da infância e quando vêem; não são crianças, apesar do desejo incomensurável pela juventude dos outros e não são adultos, porque não cresceram como as outras crianças.

Eu fiz cara de sério quando me pediu, mas não entendia tudo do que dizia. E era só isso que eu queria ter dito. E não disse antes, porquê? Porque não sabia dizer isso na língua dos que têm filhos.

E quando me formei na língua dos que são pais, não mais filhos, você já não atendia o telefone sob o nome de papai no meu celular. Nem minha mãe ligou mais o telefone que era seu quando você se foi. E hoje eu tenho essa frase engasgada que tentei falar para os pais dos meus amigos, mas eles não entenderam.

E hoje tenho essa cidade, que um dia foi conquista sua também, na minha frente. A cidade que você pintou com suas cores, de onde você levou o novo mundo pro nosso seio. Hoje ela é meu dilema, minha vara de pescar.

Mil rostos me atravessam, penso ter visto o seu quando a saudade está mais aguda. Hoje não faz aniversário que você se foi, não é data redonda pra comemorar, não é símbolo dos mortos anônimos desse país de mentiras. Hoje nem é um dia em que acordei pensando em você, mas inexoravelmente quando me vejo pensando em mim, é você em mim que vejo. É sua mão esquerda sobre a minha riscando num papel um mapa por onde pisar, mesmo sabendo que o meu caminho vai ser outro.

Se te visse hoje não diria nada.

Crônicas

Esperando a batata na serragem

Entrei no banheiro já com o zíper na mão. Ia dar um tempo ali até que o resto do pessoal chegasse; na mesa estava só um casal que conheço vagamente. Definitivamente, não ia ser o primeiro a chegar.

De fato, não era amigo de longa data de ninguém da turma que regularmente se reúne pra beber no Valadares, um boteco charmoso na Lapa, que serve a melhor batata na serragem de que já se teve notícia. Mas entre ser pouco conhecido entre muitos e segurar vela com cara de ‘cadê o pessoal’, optei por mijar longamente e, em último caso, botar a culpa na chuva e dizer que nem fui.

Procrastinava, pois, no urinar, quando entra alguém no banheiro e, através da porta ouço que falava ao telefone:

— Amor, precisei voltar pro escritório pra buscar uns papéis e/

Choraminga daqui, dali — toda mulher deveria saber que se o cara ta dando muita desculpa, tem boi na linha — e eu subitamente me cansei do confinamento junto à latrina. Achei por bem, então, puxar a descarga antes que o rapaz dissesse tchau. Talvez para não me enojar com o protocolar ‘tchiamo’ do final.

Sim, sabia que estava melando a mentira do malandrão, que foi ali só pra desbaratinar o barulho do boteco. Mas num acesso de espírito de porco, pensei por bem que ao menos uma dúvida cabia na cabeça da pobre moça — além do par de galhos.

Não só a água escorreu pela pele íngreme da louça barata e surrada do vaso, arrastando germes, bactérias e toda sorte de vicissitudes; não só mergulhou em ondas sobre a poça que continha meus líquidos e os diluiu visando enfim ganhar as galerias da cidade de São Paulo enquanto eu abria a porta, mas fez o mais característico som de descarga que, alçando os ouvidos da moça, a fez disparar o gatilho da desconfiança contra a cara de pau do rapaz. A pergunta eu não sei qual foi, só sei que cheguei à pia ao som de um grande sorriso amarelo:

— É, eu tô no banheiro.

Foi o tempo de todo mundo chegar e pedir a famosa batata na serragem.

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