Aberta a temporada de confecção de listas, sigo eu pensando se faço alguma dessa vez. Já tentei, confesso, mas nunca consigo chegar ao terceiro item.
Mas entrei nessa de listas, porque esses dias achei no fundo de uma mala um papelzinho dobrado assimetricamente — um acinte ao meu TOC — e peguei-o para jogar fora. Antes, li.
Era uma lista, dessas que se faz no limite do desespero, sobre coisas que têm que ser resolvidas para que a vida possa seguir curso. Pois bem. A vida tinha seguido curso e, antes de amassar o papelzinho risquei item a item que, há cerca de um ano atrás estavam em pendência.
Então pensei que, se a lista de coisas ficou lá, no fundo da mala, por um ano e isso foi tempo pra realizar as tarefas, eu devo estar apto para fazer o ritual da lista de ano novo. Separei papel e caneta para o dia, ao som de Roberto Carlos, elencar meus ’sim’ e ‘nãos’; meus ‘queros’ e ‘precisos’; meus ‘não devo mais’ ou ‘talvez deva’.
Fins de ano, ao menos a mim, são tempos graves.







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